Estado de pandemia da Gripe Suína deixa seguradores em alerta

Com quase 30 mil casos já registrados, e a inclusão do Pacífico Sul como área de transmissão sustentada (quando esta ocorre dentro do território nacional e não tem relaìional e não tem relação com pessoas vindas do exterior), a Organização Mundial da Saúde aumentou para o nível máximo o alerta da Influenza A (H1N1) – a chamada Gripe Suína, o que eleva a doença ao estado de Pandemia – a primeira em mais de 40 anos.

Na indústria dos seguros, diversos ramos podem ser afetados com o avanço da gripe, já que são vários os riscos afetados por esta doença. Em países como México, Canadá e Estados Unidos, onde estão a maior parte dos infectados, além dos tratamentos médicos e seguros de vida, seguradores de ramos patrimoniais também estão sendo acionados, principalmente por apólices de Responsabilidade e lucros cessantes. A unidade brasileira da consultora de riscos Marsh, trás em sua página recomendações sobre os impactos potenciais do avanço do surto para a continuidade dos negócios e gestão da crise nas empresas e nas principais linhas de seguros, como RC de Empregador e de Operações e Produtos, Responsabilidade por Poluição Ambiental, Seguro de viagens de negócios. Na página internacional da Marsh, também há um comunicado atualizado sobre a gripe.

A Society of Actuaries também faz recomendações sobre a crise potêncial, assim como o fez com a gripe aviária, em 2004. Baseados na experiência com a pandemia de gripe de 1918, os especialistas indicaram os principais riscos aos quais as empresas, seguradoras ou não, estão expostas: risco de mortalidade e morbidade, econômico e de liquidez, crédito, solvência de clientes e fornecedores e dos resseguradores. Ainda segundo os membro da SOA, as empresas devem pensar em combinações de riscos, pois  uma pandemia em combinação com outros riscos emergentes poderiam criar complexidades adicionais.

No Brasil, as condições gerais de diversos seguros tem, entre seus Riscos Excluídos, a não-cobertura de sinistros decorrentes de pandemias, epidemias. Isso pode amenizar um pouco as perdas financeiras, mas prejudicar a imagem das companhias que não prestarem assistência aos segurados, mesmo sem a exigência de que o façam. Segundo Osvaldo Haruo Nakiri, analista de riscos do IRB Brasil-Re, a velocidade de expansão da pandemia “vai depender das políticas de contenção e gerenciamento que os diversos países e entidades mundiais colocarem em prática”.

Para especialista em epidemiologia, as estratégias que realmente importam para a contenção da doença são as adotadas em cada país para combate-la. Assim, o alerta não surtirá qualquer efeito para a maioria dos países em desenvolvimento: Esses, continuaram a lutar contra a gripe e a falta de recursos para implementar seus planos. Nos países desenvolvidos, medidas de precaução já vem sendo adotadas internamente desde o anúncio da nova gripe.

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