Comunicado do IBA sobre o exame de admissão 2009

Devido a algumas polêmicas surgidas a Diretoria do Instituto Brasileiro de Atuária emitiu ontem um Comunicado sobre o exame de admissão 2009. Além de uma defesa do exame, a nota trata sobre algumas questões específicas como o uso de calculadoras, confecção do exame e ficha de inscrição.

Proibição do uso de calculadoras é ponto mais polêmico da prova deste ano

Proibição do uso de calculadoras é ponto mais polêmico da prova deste ano

A fim de esclarecer as modificações nesta última edição do exame de admissão do IBA, vimos por meio desta comunicação tentar sanar as dúvidas que recentemente têm sido objeto de discussão em alguns dos grupos de comunicação virtual de atuários.

Em primeiro lugar, deve-se esclarecer que o objetivo primeiro do exame é fazer com que os cursos de Ciências Atuariais avaliem o aprendizado de seus alunos em relação à ementa preconizada pelo International Actuarial Association (IAA). Alguns podem argumentar porque temos que nos submeter a um órgão internacional. Lembremos que o IAA é o organismo internacional que, analogamente ao IBA no Brasil, cuida da profissão atuarial em todo o mundo, discute posições que muitas vezes serão também adotadas por atuários brasileiros, fomenta pesquisas de interesses atuariais e promove a profissão interna e externamente ao circuito atuarial.

No momento, no Brasil o curso de Ciências Atuariais não possui diretrizes curriculares nacionais, o que impede o MEC de realizar o Exame de Desempenho dos Estudantes (ENADE) para o nosso curso. É verdade que a comissão de graduação do IBA vem trabalhando no sentido de produzir uma proposta para as diretrizes, porém, até que se tenha tal documento devidamente aprovado pelo MEC, nossa única forma de avaliação dos cursos de Ciências Atuariais é o exame com base na ementa do IAA.

Desta forma, o exame não deve ser entendido como uma forma de submissão a alguma norma internacional, mas sim como uma forma, única atualmente, de avaliarmos os cursos de graduação em Ciências Atuariais no Brasil.

Outra questão que se coloca é porque o IBA deseja avaliar os cursos. Uma resposta bem objetiva a esta questão está no fato de que hoje tudo o que fazemos é e deve ser avaliado para atender ao sentido de transparência que deve existir em qualquer relação profissional. A avaliação realizada pelo IBA não tem o intuito de classificar os cursos, uma vez que o resultado divulgado para os coordenadores de graduação é a média de desempenho por disciplina de seus respectivos alunos em relação à média total na disciplina. Assim, o coordenador saberá onde precisa trabalhar melhor o seu curso e onde está sendo feito um trabalho adequado. Desta forma, a avaliação não deve ser interpretada como um “fantasma” a ser vencido, mas sim como uma ferramenta para melhorar o nível do diploma que o aluno graduado em Atuária irá obter.

Comentadas estas questões estruturais do exame, passemos às dúvidas específicas:

Confecção do exame

No modelo atual, a banca foi definida de forma sigilosa de modo a elaborar conjuntamente as questões, que foram repartidas entre os cursos de graduação em Ciências Atuariais. A idéia é que haja um revezamento entre os cursos que formarão a banca e entre os professores que representam cada um dos cursos. Lembramos que há mais cursos de graduação do que o número de disciplinas constantes no exame. Assim, os cursos que não participaram este ano da banca serão os primeiros a participarem no ano seguinte. Ressalta-se que embora nem todos os cursos tenham sido representados no exame, todos foram convocados e a grande maioria participou do processo de definição das regras que nortearam a sua confecção.

A preferência por uma banca fechada ao invés de questões sorteadas aleatoriamente, como nos anos anteriores, deu-se por um motivo pedagógico. Ao se sortear as questões aleatoriamente em um exame tão longo quanto é o exame do IBA, mesmo respeitando o nível de dificuldade e o ponto da ementa, pode-se sortear questões muito similares. Por outro lado, ao se ter a prova confeccionada por pessoas específicas, pode-se olhar para a prova como um todo e modificar o que for necessário de forma a se ter uma abrangência maior dos pontos da ementa a serem cobertos.

É de suma importância que todos saibam que os professores designados para a banca concordaram com um termo de compromisso e responsabilidade e são pessoas de reputação ilibada, de modo que não se pode questionar o sigilo do exame. Além disso, todos participaram de uma etapa de validação de questões, a fim de minimizar erros que ainda pudessem constar nos enunciados e/ou gabaritos e de tornar as questões o mais claro possível do ponto de vista pedagógico para os candidatos. O nível de dificuldade das questões também é analisado nesta segunda etapa de revisão para que o participante da banca tenha ainda um segundo olhar para confirmar se sua questão é de fato fácil, média ou difícil. Isto não é possível de se fazer quando há um sorteio aleatório de questões. Este é o mesmo procedimento utilizado por bancas de concursos públicos.

Outro ponto levantado nas mensagens de grupos foi o fato de o IBA não ter honrado um acordo com estudantes de mestrado do IAPUC para a confecção do exame. Sobre este ponto temos a esclarecer que o IBA não tinha acordo ou contrato firmado com o IAPUC e por isso não deixou de cumprir nada. O que havia era uma proposta para que alunos de mestrado deste Instituto, no quesito relativo ao exame, intermediassem o processo entre as Universidades e a Funenseg, ajudassem na elaboração de questões, provas e gabaritos e no julgamento de eventuais recursos. Esta proposta não foi à frente por comum acordo entre as partes envolvidas.

Sobre a ementa, algumas disciplinas tiveram pequenas modificações, bem como em algumas bibliografias. Tudo isso ainda será também revisto para o próximo ano.

Uso de calculadoras no exame

A prova foi elaborada de forma tal a não ser necessário o uso de calculadora, o que não implica não haver cálculos. Os cálculos necessários serão cálculos possíveis de serem realizados a mão e certamente o tempo estimado de 4 (quatro) horas para a realização das questões foi contemplado na elaboração das mesmas.

A decisão pelo não uso de calculadoras foi um acordo entre todos os coordenadores (ou seus representantes) de cursos de graduação em Atuária que se dispuseram a participar do processo de discussão.

O objetivo do não uso de calculadoras é fazer com que o nível de dificuldade do exame seja igual ou o mais homogêneo possível para todos os candidatos. Sabe-se que o custo de calculadoras do tipo HP ou científicas avançadas pode ser excessivamente elevado para o poder aquisitivo de alguns alunos, além de oferecer funções específicas que auxiliam no cálculo de diversas questões estatísticas e financeiras.

Assim, alguns alunos de poder aquisitivo mais elevado podem obter calculadoras melhores e usar suas funções conseguindo vantagens em relação a outros alunos que possuam máquinas menos sofisticadas. O objetivo da prova é medir o conhecimento do aluno sobre os conteúdos, o que pode ser alcançado com provas que primem pelo raciocínio.

Lembramos, ainda, que em concursos públicos, vestibulares e no próprio ENADE é vedado o uso de calculadoras.

Ficha de inscrição

Vale o que está no Regulamento e nas Instruções Específicas. A mensagem enviada pela Funenseg quando da inscrição no exame foi substituída com as retificações devidas. Qualquer observação e sugestão para o aprimoramento do exame, bem como para esclarecer dúvidas será sempre bem-vindo.

No mais, desejamos a todos os candidatos uma excelente prova e que todos a realizem dentro das especificações exigidas. Em breve, abriremos as discussões sobre estas questões e as de outras comissões em fóruns adequados dentro do próprio site do IBA para que as pessoas interessadas nos assuntos debatidos recebam somente mensagens de seu interesse.

Uma resposta a Comunicado do IBA sobre o exame de admissão 2009

  1. Falou, falou e não falou…
    Achei interessante a parte da IAPUC, mas como não foi pra frente, fazer oque…

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