Inundações em SC e a indústria de seguros

As seguradoras estão se movimentando para analisar os sinistros causadas pelas recentes inundações em Santa Catarina. Em um movimento que começou ainda na semana passada, as companhias estão tentando acelerar o atendimento aos segurados e apuração dos sinistros, principalmente, com o deslocamento de profissionais para avaliar os danos ocorridos nas regiões atingidas pelas chuvas, vindos de outros estados.

Os prejuízos à economia de Santa Catarina são severos. No Vale do Itajaí são calculados em 300 milhões de reais. A região Sul sofre com a interdição do Porto de Itajaí, com prejuízos diários de 33,5 milhões de dólares, e com o rompimento do gasoduto que leva GLP a Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As perdas do setor de turismo do estado, só na semana da chuvas, são estimadas em 120 milhões de reais.

A maioria dos sinistros deve se ater à coberturas de desmoronamento, alagamento, danos elétricos, vendaval e lucros cessantes, além dos ramos auto e vida.  Mas há também apólices de maior valor, como as que cobrem as estradas pedagiadas.

Apesar de Santa Cataria ser um estado com uma das maiores penetrações de seguro do país, muitas apólices residenciais e comerciais foram fechadas sem os devidos cuidados. Como não fazem parte das coberturas básicas de seguros de incêndio ou compreensivo, riscos de alagamento e lucros cessantes, por exemplo, não estavam presentes em todas as apólices, em que pese o histórico de inundações na região no médio prazo.

Se é verdade que, desde as últimas inundações, os governos pouco fizeram para evitar esta tragédia, também é verdade que as seguradoras não deram coberturas adequadas aos seus segurados e, em última análise, perderam a chance de fazer mais negócios. Com a catástrofe, o mercado certamente reagirá com elevação das tarifas de prêmio e das restrições para aceitação de novos riscos.

Crise e tragédias não são desejáveis, mas devem fazer com que os instrumentos que se permitam evitar e minimizar os prejuízos por elas causados. Passado o pior, é a hora da reconstrução, e neste momento é que o caráter econômico e social do seguro mostra a sua importância. 

Uma resposta a Inundações em SC e a indústria de seguros

  1. Vitor Navarrete diz:

    Isso me lembra da estória do atuário, que quando foi perguntado se o modelo que havia construido modelava bema realidade: “Como eu vou saber? Me pergunte isso daqui a 100 anos e eu poderei responder.”

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