Resumo da Semana XVI

O Resumo da Semana XVI que deveria ter sido escrito direto de São Paulo, na semana passada, passou, além de Porto Alegre, por Passo Fundo e Erechim, e chega agora com algumas das principais notícias dos últimos 10, 15 dias.

E nada pode ser mais importante, seja em Porto Alegre, Nova Iorque ou Borá, do que a crise financeira que afeta a economia do EUA e, conseqüentemente, a de todo o mundo, em maior ou menor grau. Para quem não acompanha a crise desde o seu começo, pode ler este resumo da Folha Online. A maioria das bolsas bateu recordes, tantos de alta quanto de baixas, na ultima semana e os balanços de seguradoras e fundos de pensão ficaram bagunçados.

Mas nenhum deles tanto quanto a AIG, maior seguradora estadunidense, que além de ver alguns de seus ativos virarem pó, foi assolada por uma alta sinistralidade de seus produtos financeiros. A AIG teve 80% de seu capital estatizado pelo FED, que com isso pretende estancar a crise e evitar que uma possível quebra da seguradora afetasse investimentos de outras companhias. O CEO foi substituído, os acionista xiaram, mas a AIG deverá se desfazer de parte de seu patrimônio para o pagamento do empréstimo do FED. A instabilidade das ações da empresa fizeram com que a Bolsa de Nova Iorque retirassem os papéis da companhia da composição do índice Dow Jones. De positivo, fica a rentabilidade dos fundos atrelados ao dólar.

A crise da AIG ofuscou um pouco as notícias sobre a temporada de Furações na Caribe, especialmente no EUA onde as coberturas securitárias são maiores, e que ainda pode trazer custos aos seguradores.

Tanto as perdas financeiras quanto as catastróficas poderão influenciar nos preços dos seguros no Brasil, graças a abertura do mercado de resseguro e a inserção do país no mercado global.

E me reporta o Herrera, que a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o Procon pode aplicar sanções em seguradoras privadas se elas descumprirem qualquer direito básico do consumidor. Vale lembrar que competência para aplicar sanções a seguradoras é da Susep, argumento que não sensibilizou o juíz, que argumentou que qualquer prestação de serviço ou colocação de produto no mercado envolver relação de consumo, se insere no Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

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