AIG a perigo

A American International Group, maior seguradora do EUA, está enfrentando dificuldades financeiras devido à exposição aos chamados subprimes. Caso não consiga um financiamento a companhia poderá seguir o caminho de outras instituições financeiras, como Bear Stearns e Lehman Brothers, e entrar em colapso.

O governo de Nova Iorque permitiu que o grupo tome emprestado 20 bilhões de dólares de suas subsidiárias, para alavancar seu capital e enfrenta reduções de classificação de crédito potencialmente destruidoras. Essa medida proporciona à empresa maior liquidez de curto prazo, através de uma abertura de brecha na regulamentação.

Entretanto, os valores captados junto as subsidiárias podem ser insuficiente. Após ter seu pedido de ajuda financeira negado pelo Fed, a AIG negocia um empréstimo de até 75 bilhões de dólares com o Goldman Sachs e o JP Morgan Chase e a venda de algumas divisões da empresa, como sua seguradora de vida e a divisão de leasing. Alguns fundos de private equity também conversaram com a AIG, mas nenhuma negociação foi concluída.

No Brasil, as operações da AIG, em parceria com o Unibanco, não devem ser afetadas. As ações do banco brasileiro na Bovespa acompanharam a tendência de queda das da AIG na Bolsa de Nova Iorque, mas a sua direção buscou minimizar os impactos na seguradora brasileira afirmando que “a Unibanco AIG funciona sob supervisão dos órgãos reguladores do Brasil e suas reservas técnicas, tanto de seguros como de previdência, estão aplicadas em títulos negociados no mercado nacional”. A participação que a seguradora estadunidense mantém desde 1997 na Unibanco AIG Seguros e Previdência se dá de maneira societária. Por ser a Unibanco AIG uma empresa independente, ela não sofre interferência dos resultados da AIG. Entretanto, o Unibanco poderá elevar sua participação na seguradora, o que iria ao encontro da captação de recursos perseguida pela AIG.

[ATUalização]: Faltou lembrar que o grupo AIG opera no Brasil também com resseguro, através da Transatlatic Re. e da AIU. Como as operações são muito novas (inexistentes talvez), o máximo que pode ocorrer é que estas companhias deixem de atuar no Brasil, caso as previsões mais pessimistas quanto a matriz se confirmem, ou que elas entrem para a lista de divisões a venda.

Uma resposta a AIG a perigo

  1. Vitor Navarrete diz:

    O mundo se acabando e eu sem saber de nada. Faz quatro dias que não vejo tv, preciso parar com isso ^^

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