Seguro de atletas

Eu já estava me perguntado, por que o Inter ainda não tinha feito o seguro do empréstimo do Daniel Carvalho. Foi quando ouvi no Sala de Redação, tradicional programa da Rádio Gaúcha de Porto Alegre, a repercussão da decisão do Tribunal Arbitrar do Esporte (TAS, na sigla em francês) de que os clubes de futebol não são obrigados de liberar seus jogadores para a disputa das Olimpíadas, por não se tratarem de “datas Fifa”. Entretanto, atendendo a apelos, dos jogadores e do próprio tribunal, que pediu “uma solução razoável” para o problema, Werder Bremen e Schalke 04 concordaram em liberar seus atletas para a seleção brasileira, mediante contratação de seguro.

Uma solução simples e que, na opinião dos jornalistas do Sala, da qual compartilho, deveria ser adotada como prática corriqueira pelas confederações de futebol, que lucram com as virtudes técnicas de jogadores de alto nível, propriedades de seus respectivos clubes. O Paulo Sant’Ana, caricato jornalista do programa, chegou a afirmar, que deveria haver um seguro obrigatório que cubra os acidentes a que estão sujeitospara os jogadores que servem as suas seleções nacionais.

Em esportes de auto-nível, onde as cifras investidas são muito elevadas, uma lesão que impacta sobre a performance do atleta, causa perdas a muita gente. Além dos próprios atletas, clubes, empresários, patrocinadores e torcedores se vêem prejudicados pela suas ausências nos campos e quadras. E quanto maior o tempo que um atleta fica sem atuar, maior o prejuízo.

A polêmica Lei Pelé, chegou a tratar sobre o assunto, mas tenho a impressão que por falta de regulamentação, ou fiscalização, o artigo que obriga a contratação de seguro de trabalho para atletas profissionais, salvaguardando a eles e aos clubes que neles investiram, não é cumprido em sua plenitude.

Vale lembrar que, o mesmo problema da ausência de seguro, já tirou de uma competição jogadores da Seleção Brasileira de Basquete, que atuavam pela NBA. E, embora com certeza não seja barato, um seguro deste pode garantir a tranqüilidade para atletas e dirigentes. O IRB teve (ou ainda tem!?) um produto que ressegura atletas de alto nível, e a abertura do resseguro (sempre ela) deverá esquentar este mercado no Brasil daqui pra frente.

Uma resposta a Seguro de atletas

  1. […] do evento, seguros-viagem são feitos para garantir a tranqüilidade dos espectadores, e seguro de atletas para garantir a tranqüilidade de seus clubes. No Folha de São Paulo, saiu essa semana uma matéria tratando especialmente sobre esta modalidade […]

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