Crime, seguro e castigo

O ocorrência de fraude é constante preocupação das seguradoras e alguns casos tornam-se notórios. Defuntos já foram atirados em piscinas na tentativa de caracterizar uma morte acidental que justificasse uma indenização, ratos já serviram como meio de propagação das chamas, afim de evitar a descoberta do foco de fogo em um incêndio criminoso, isso sem contar nos assassinatos motivos pelo recebimento de seguros contra morte, presentes tanto na ficção quanto na realidade.

Desde 9 de junho, um fato ganhou espaço constante na imprensa riograndenses, e agora entra para os anais da indústria de seguros. A explosão de uma bomba, em um bar na capital gaúcha, causou a comoção de toda a sociedade com “o estado de violência em que estamos vivendo”, além de grande repercussão, de um crime tão intenso sem motivação aparente. Mas ontem, com o fim das investigações pela Polícia, descobriu-se a motivação de tal crime que causou tanto alvoroço: a indenização do seguro.

Resumindo o caso, o estabelecimento com dois sócios possuía uma apólice que previa indenização de 110 mil reais em caso de explosão. Um dos sócios, interessado na indenização decidiu armar todo o esquema, e teve como cúmplices uma atendente e um ex-presidiário para executar o serviço que deixou três feridos.

Em razão do seguro ser calcado na base do mutualismo as fraudes ao sistema não afetam somente as companhias mas toda a sociedade. Quando, no desenvolvimento de um novo produto, um atuário decide colocar uma margem de segurança na formulação para proteger-se de fraudes e quando as companhias tem de constituir compulsoriamente provisões de oscilações de risco, todos os segurados participam desta despesa.

Os custos e o tempo gasto para averiguar a veracidade ou não de um sinistro também entram na conta do prêmio. Os seguradores que não dão a devida atenção as fraudes estão fadados ao fracasso e isso, por si só, consome diversos recursos do mercado. A Funenseg constantemente discute e estuda o assunto, publica trabalhos e realiza treinamentos. A Fenaseg lançou em 2003 o Plano de Prevenção e Redução de Fraudes em Seguros. Dados divulgados pelas entidades e companhias, dão conta de que em mais de 10% dos sinistros pagos há suspeitas de fraude, sendo estas comprovadas em menos de 20% dos casos.

A motivação da explosão em Porto Alegre foi descoberta, e como, por princípio, o seguro não pode ser algo que gere lucro o segurado terá de responder ao crime, sem a indenização que esperava. E o álbum de fraudes do mercado segurador ganhou uma nova figurinha. Evitar que essa coleção aumente trará benefícios a indústria do seguro e a toda sociedade.

Especial Proteção ao Seguro – Fenaseg

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