O peso dos inativos nas contas do estado

Embora estudante de Ciências Atuariais, e sem pretensão nenhuma de trocar de curso, participei neste feriadão, do 1º Encontro Gaúcho de Estudantes de Economia, realizado na UFRGS e que discutiu a crise financeira do estado. Vale destacar a grande importância que os gastos com aposentados tem nos déficits enfrentados pelo estado nos últimos anos.

Todos os painelistas que analisaram as contas do estado, apresentaram dados sobre o peso dessas despesas nas contas públicas, que em 2006 foi o equivalente a 31,5% da Receita Corrente Líquida, e um histórico de o porque a situação ser mais crítica no Rio Grande do Sul. O desenvolvimento relativamente mais avançado do Rio Grande do Sul em relação aos outros estados e serviços públicos de qualidade superior à média brasileira, fizeram com que o estado começasse a oferecer beneficios a seus servidores muito antes das outras unidades da federação.

O que não foi apresentado no Encontro, mas apresento agora, é que, para ajudar a combater este déficit, e garantir a aposentadoria dos funcionários públicos estaduais, o governo do estado criou um fundo previdenciário com 1,3 bilhões de reais da venda de ações do Banrisul. A parte destinada a equilibrar as contas cobrindo os benefícios dos que já estão inativos corresponde a 90% do valor captado e deverá ser suficiente para sete anos.

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