Catástrofes e Seguros

As recentes tragédias ambientais, em Mianmar e na China, demonstram a baixa penetração dos seguros nos países subdesenvolvidos, em especial nas populações mais pobres. Assim como no desastre humanitário que aconteceu no sul da Ásia com o tsunâmi registrado em 2004, as coberturas de seguro nestas regiões são bem menores do que as existentes nas atingidas por furacões no EUA, por exemplo, e não deverão afetar o mercado segurador e ressegurador mundial.

Na China (imagem), onde os número de mortos passam de 51 mil, e os prejuízos ultrapassam os U$S 20 bilhões (quase o triplo do causado pela Tsunâmi de 2004), as indenizações devem ficar abaixo dos U$S 2 bilhões. Comparando com o Estados Unidos, que possui uma penetração de seguros de 7,6% e seguro de vida para 77% da população, na China estes índices caem para 2,7% e 4%, respectivamente. Pra exemplificas: os furacões Katrina, Rita e Wilma, que atingiram o EUA em 2004, somaram mais de US$15 bilhões de prejuízos ao setor de resseguro.

Destruição na China. Milhares ficaram desamparados

Em Mianmar, onde as informações sobre os prejuízos são de difícil mensurassão, devido ao regime fechado que vigora no país, pouco ou nenhum seguro deve ser pago. Pode-se dizer que a importância deste país no mercado segurador se deve exclusivamente aos seguros de saúde, vendido aos turistas e, às suspeitas de lavagem de dinheiro que recaem sobre a antiga Birmânia.

O microcrédito, diz-se, tem tido grande sucesso na China, e também na Índia, mas parece que a proteção do patrimônio e da vida das camadas mais pobres da população não chegou com a mesma velocidade no microsseguro.

Essa modalidade de seguro, também conhecido como seguros populares, se destina as populações de baixa renda. Seu objetivo principal é incluir as pessoas das classes mais baixas no mercado de seguro e previdência. É um negócio de inserção social, um mercado para o futuro, que poderá representar metade do mercado de seguros, não podendo ser menosprezado.

No Brasil, há 130 milhões de pessoas que não possuem nenhum tipo de cobertura de seguro, no mundo esse número chega a 4 bilhões de pessoas, boa parte delas no sudeste asiático, tão denso populacionalmente e tão maltratado por eventos catastróficos.

Fontes:
Terra Notícias: China: seguradoras devem pagar US$ 1,9 bi após terremoto
Fenaseg On line: Baixa penetração de seguros minimiza perdas das seguradoras com terremoto na China
Micro Insurance Centre

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