Notação atuarial

A unificação da notação empregada nas formulações atuariais é uma necessidade percebida desde os primeiros passos da integração entre os atuários. Tal tema, foi abordado já no Primeiro Congresso Internacional de Atuária (ICA) – Bruxelas, 1895, motivando a criação de uma comissão permanente para o estudo das notações.

No final do século XIX, havia basicamente cinco conjuntos de símbolos em uso. Além da dificuldade de comunicação e integração científica entre os atuários, tamanha variedade de representações causavam até mesmo erros de cálculo.

Convencidos da necessidade de unificação, atuários de todo o mundo passaram a adotar a partir do Segundo Congresso Internacional de Atuária , em 1898, o sistema que já era utilizado pelos anfitriões do Institute of Actuaries, da Inglaterra. Esse sistema, desenvolvido por atuários como Morgan, Milne e Graunt, é baseado na utilização de uma letra para representar determinada função, combinada com símbolos auxiliares, subscritos ou sobrescritos, como espécies de índices, e referindo-se, geralmente, a prazos.

A gênese da informática, o surgimento de novas aplicações e formulações e a aproximação com outras ciências, fizeram surgir novas propostas de notação. No XX ICA – Tóquio, 1976, uma proposta de revisão foi apresentada. Nela se mantinham os símbolos de então, acrescentando significados aos já existentes.

Exemplo de notação utilizada no livro Actuarial Mathematics

Dois anos antes de ser extinto, na reorganização pela qual passou a AAI em 1988, o Comitê Permanente para Notação Atuarial Internacional, chegou a propor uma novo notação, não acolhida pela comunidade atuarial.

Evidentemente, uma notação só tem valor quando utilizada. Nesse contexto, em que pese existirem diversas “notações oficiais”, como as aprovadas nos congressos de 1898 e 1976, ou as apresentadas em 1949 e 1996, a prática fez com que a esquematização proposta no livro Actuarial Mathematics, publicado pela Society of Actuaries em 1986 e reeditado em 1997, passasse a ser a notação utilizada em larga escala. Nesse sentido, teria grande impacto sobre a notação a ser utilizada, se a Editora Wiley, a SOA ou a CAS decidissem padronizar as notações em suas publicações e exames.

De toda forma, o conhecimento do maior número de símbolos e sua utilizações, qualifica o atuário para o entendimento de estudos e utilização de técnicas.

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Uma resposta a Notação atuarial

  1. [...] O pequeno resgate histórico que fiz sobre notação atuarial me inspirou a pesquisar uma pouco mais sobre os símbolos de comutação, explicar sobre os dois [...]

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